Exame de biópsia médica

Biópsia: o que é e quando ela deve ser feita?

A biópsia é o ato cirúrgico que se destina a obter um fragmento de pele para ser analisado posteriormente por um médico. O profissional responsável pela avaliação, geralmente, é um especialista formado em anatomia patológica. O laudo, resultado do exame, contém o diagnóstico que comprova ou não possíveis suspeitas de saúde do paciente.

O exame deve ser realizado para confirmar um diagnóstico de alguma doença, mas o procedimento não é exclusivo dos dermatologistas. Ele pode ser realizado por quase todas as especialidades médicas, se for necessário. Porém, os dermatologistas têm um conhecimento mais apurado sobre as doenças de pele e são os mais indicados para realizar as biópsias.

A escolha do local onde a pele será extraída pela biópsia deve ser o mais característico possível para ter um resultado final mais satisfatório e assertivo. Nem sempre a lesão será, do ponto de vista estético, a melhor escolha. A decisão do médico não deve abandonar a preocupação estética, mas ele deve escolher o local da biópsia com o objetivo de esclarecer ou confirmar suspeitas de possíveis doenças.

Convênios aceitos pela clínica

Como se faz a biópsia?

No geral, as biópsias são simples de serem realizadas e não dependem de internação do paciente. Apenas em alguns casos, o médico indica que haja hospitalização para que o exame seja realizado. O médico deve escolher a melhor área de lesão, a extensão correta de coleta e o material a ser colhido na biópsia.

O material colhido deve ser conservado em uma solução de formol e enviado a um laboratório de patologia, para avaliação e emissão de um laudo concreto sobre os possíveis problemas de saúde do paciente. No caso de tecidos, o médico tira fatias microscópicas deles para tingi-las em materiais especiais e fixá-las em uma placa de vidro, para que possam ser examinadas em um microscópio.

Os prazos para que os laudos sejam produzidos variam de acordo com o tipo de lesão, material a ser analisado e procedimentos técnicos adotados para a análise. O prazo médio varia entre 7 e 14 dias, podendo demorar até um mês em exames mais sofisticados.

Nas biópsias realizadas durante uma cirurgia, o cirurgião costuma fazer um resultado provisório durante o ato cirúrgico, para orientar no prosseguimento da cirurgia, mas o resultado definitivo só é conseguido depois de alguns dias.

As biópsias podem ser orientadas por imagens de ultrassonografia, radiografia, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, procedimentos que ajudam a determinar o local exato onde o material será colhido.

Quais os tipos de biópsia?

Esse tipo consiste em introduzir uma agulha muito fina em um nódulo para a retirada do material para a análise. Geralmente, é indicado para a pesquisa de nódulos de tireoide, de mama e de linfonodos aumentados, mas também pode ser realizada, por exemplo, em órgãos mais profundos, como o pulmão. Ajuda a identificar doenças infecciosas e doenças tumorais.

É uma intervenção cirúrgica que retira todo o tecido suspeito para que seja feita a análise. É indicada para quando existem linfonodos aumentados na axila ou na virilha.

É um tipo de exame onde é feita a remoção do fragmento da lesão por meio de uma pequena incisão cirúrgica. É um procedimento indicado para avaliar lesões maiores.

É feita diretamente na pele, com anestesia local, e ajuda a confirmar suspeitas de câncer de pele ou alguma doença que não seja possível de ser diagnosticada apenas com um exame físico.

Esse tipo de biópsia pinça fragmentos da lesão durante uma endoscopia. Deve ser realizada por um cirurgião endoscopista e pode também ser orientada por meio de uma ultrassonografia endoscópica.

Essa biópsia é a coleta de uma amostra da medula (fragmento do osso), realizada sob anestesia. A amostra é geralmente extraída do osso da bacia e é indicada para situações em que é preciso pesquisar doenças do sangue, sejam benignas ou malignas, ou quando existem suspeitas de que a medula óssea esteja acometida por um tumor.

É um procedimento indicado para detectar metástases em quadros de câncer de mama e de pele. O exame é baseado na ideia de que os tumores se espalham pelo corpo de forma ordenada, a partir de um tumor primário.

Como funciona esse exame?

A maior parte das biópsias é feita com anestesia local ou com a sedação leve do paciente. Geralmente, é um procedimento bastante rápido e indolor. Durante o procedimento, o médico irá recolher o material que será analisado em laboratório.

No caso de biópsias internas, o procedimento é orientado por imagens, por meio de técnicas, como a tomografia computadorizada, a ecografia e a ressonância magnética, meios que possibilitam a observação dos órgãos.

Nos dias seguintes à realização da biópsia, o local onde foi realizada a perfuração necessita ser limpo e desinfetado, seguindo as solicitações médicas, podendo o paciente ter a necessidade de tomar antibióticos que auxiliem na cicatrização.

De maneira geral, esse procedimento é muito simples e é realizado em um ambulatório. As complicações da biópsia dependem do tipo de intervenção. Em um aspecto geral é possível ter o agravamento de lesões por hemorragias, infecção ou formação de fístulas.

O paciente deve ser esclarecido, em razão da necessidade do exame, como será o procedimento durante e depois da biópsia.

Como se preparar para o exame?

  • Se possível, não fazer uso de anticoagulantes;
  • Informar ao médico se tem alguma alergia a anestésicos;
  • Fazer repouso antes e após a biópsia, dependendo do local onde ela será feita, como nas pernas, por exemplo;
  • Programar com o médico antecipadamente o retorno ao ambulatório para fazer a remoção dos pontos, caso tenha ocorrido alguma suturação;
  • Ter o telefone do médico para entrar em contato para qualquer necessidade ou dúvida após a biópsia;
  • Seguir as recomendações médicas de cuidados posteriores, geralmente estas variam de paciente para paciente.

Contraindicações do exame

O exame não é indicado quando o paciente tem lesões pigmentadas (negras). Nesses casos, a biópsia deve ser excisional e realizada apenas quando há uma boa margem de segurança. A manipulação desse tipo de tumor deve ser realizada com muito cuidado, pois há a possibilidade de células se desgarrarem, o que pode promover uma disseminação indesejável.

Outra contraindicação é a não realização da biópsia por incisão quando o paciente apresenta lesões vasculares.

TOP